Custo da marmita: o que mudou entre junho e julho de 2026

Mantendo as mesmas quantidades de seis ingredientes, o custo da nossa simulação de dez marmitas passou de R$ 57,83 em junho para R$ 55,73 em julho de 2026. A redução de R$ 2,10, ou 3,63%, vem principalmente do tomate. Ela descreve uma composição calculada com medianas nacionais; não documenta compras nem produção de uma cozinha.
Os preços foram conferidos na série mensal do Custo por Prato em 13/09/2026. Junho e julho são os períodos comparados, não a data da consulta. Quantidades, rendimento e despesas operacionais abaixo são hipóteses identificadas.
O que mantivemos constante
Usamos 2 kg de peito de frango, 600 g de arroz cru, 400 g de feijão cru, 600 g de tomate, 150 g de cebola e 80 ml de óleo de soja. São quantidades anteriores ao preparo. A divisão em dez unidades serve ao cálculo e não estabelece o peso pronto nem uma recomendação de porção.
Para cada mês, calculamos quantidade usada ÷ quantidade da embalagem de referência × mediana de preço. Preservamos a precisão antes de somar. Por isso, a soma manual de linhas já arredondadas pode diferir do total em um centavo.
| Ingrediente | Referência | Junho | Julho | Quantidade usada |
|---|---|---|---|---|
| Peito de frango | 1 kg | R$ 20,90 | R$ 20,99 | 2 kg |
| Arroz | 1 kg | R$ 5,12 | R$ 5,00 | 0,6 kg |
| Feijão | 1 kg | R$ 8,99 | R$ 8,99 | 0,4 kg |
| Tomate | 1 kg | R$ 12,40 | R$ 8,99 | 0,6 kg |
| Cebola | 1 kg | R$ 8,19 | R$ 7,24 | 0,15 kg |
| Óleo de soja | 900 ml | R$ 7,79 | R$ 7,60 | 80 ml |
Baixe os preços e tamanhos de amostra e a memória dos cálculos. As fórmulas da metodologia da série mensal explicam a normalização dos preços.
Qual ingrediente explica a diferença
A contribuição de cada item é sua quantidade multiplicada pela mudança do preço por unidade compatível. Para o tomate, por exemplo: 0,6 × (8,99 − 12,40) = −R$ 2,046 por lote.
| Ingrediente | Custo em junho | Custo em julho | Diferença no lote |
|---|---|---|---|
| Peito de frango | R$ 41,80 | R$ 41,98 | +R$ 0,18 |
| Arroz | R$ 3,07 | R$ 3,00 | −R$ 0,07 |
| Feijão | R$ 3,60 | R$ 3,60 | R$ 0,00 |
| Tomate | R$ 7,44 | R$ 5,39 | −R$ 2,05 |
| Cebola | R$ 1,23 | R$ 1,09 | −R$ 0,14 |
| Óleo de soja | R$ 0,69 | R$ 0,68 | −R$ 0,02 |
| Total sem arredondamento intermediário | R$ 57,83 | R$ 55,73 | −R$ 2,10 |
O frango ocupa a maior parcela do custo, mas o tomate produz a maior redução em reais neste intervalo. A queda do tomate, sozinha, é quase do tamanho da redução líquida do lote; os outros movimentos se compensam parcialmente, com a alta do frango atenuando as quedas.
Isso ajuda a escolher o que investigar na ficha. Olhar apenas o ingrediente mais caro esconderia a principal mudança deste exemplo. Também seria incorreto atribuir o resultado a safra, clima ou negociação com fornecedores: esses fatores não são identificados por esta base.
Acrescentar a operação muda o percentual
No guia de custo da marmita, adotamos outras hipóteses: R$ 8,50 de embalagens, R$ 1,80 de sal e temperos, R$ 2,50 de energia e R$ 30 de trabalho contratado por lote. São R$ 42,80 mantidos constantes nos dois meses, sem pesquisa desses custos.
| Escopo da simulação | Junho | Julho |
|---|---|---|
| Seis ingredientes | R$ 57,83 | R$ 55,73 |
| Demais custos hipotéticos | R$ 42,80 | R$ 42,80 |
| Lote com os custos listados | R$ 100,63 | R$ 98,53 |
| Por unidade, se houver dez vendáveis | R$ 10,06 | R$ 9,85 |
A diferença absoluta permanece em aproximadamente R$ 2,10 por lote, mas a redução sobre o conjunto dos custos listados fica em 2,08%. Por unidade, são cerca de R$ 0,21. Aplicar os 3,63% dos ingredientes ao custo inteiro superestimaria a redução nesta hipótese.
O rendimento também pode superar o efeito dos preços: se o lote de julho entregar apenas oito unidades vendáveis, seu custo listado por unidade será R$ 12,32. Essa comparação muda uma hipótese de produção e não mede desperdício ocorrido. Ela mostra por que é necessário conferir quantidade vendável junto com preços.
A cobertura mudou entre os meses
| Ingrediente | Produtos distintos em junho | Produtos distintos em julho |
|---|---|---|
| Peito de frango | 24 | 56 |
| Arroz | 343 | 965 |
| Feijão | 253 | 590 |
| Tomate | 24 | 57 |
| Cebola | 18 | 40 |
| Óleo de soja | 33 | 52 |
Esses números contam produtos distintos, não lojas, compras ou cozinhas. A mediana nacional usa pontos de produto por UF, normalizados para a embalagem de referência; o mesmo produto pode contribuir em mais de uma UF. A composição observada varia entre meses.
Portanto, mantivemos os insumos e suas quantidades constantes, mas não acompanhamos um painel fixo das mesmas marcas e lojas. Parte da mudança pode vir da composição da amostra. Os valores não representam uma medição oficial de inflação nem comprovam uma economia realizada por uma marmitaria.
Como conferir o efeito na sua ficha
Registre os preços efetivamente pagos nos dois períodos, com a mesma unidade. Mantenha as quantidades iguais em uma primeira comparação para isolar o efeito aritmético do preço; depois confira rendimento, perdas e custos operacionais separadamente.
Use o modelo de ficha para preencher. Se a sua compra de tomate não caiu ou sua receita usa outra quantidade, o efeito será diferente. A análise da cesta e do brigadeiro mostra como outra composição produz até uma direção oposta no mesmo mês.
Perguntas frequentes
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